Mar e terra, dois incertos e longínquos que experimentam se comunicar, mas não sabem falar. Se você está e escolhe ficar, então lembre as coisas que não conhece, mantenha-as presas, não deixe que escapem, que chegará o dia em que você poderá conhecê-las. Se você está aí e sabe como amar, então lembre as coisas que dá, mantenha-as em outro lugar, não deixe que se calem, que chegará o dia em que poderá merecê-las.
O amor está nessas breves linhas, o amor como eu gostaria de tê-lo e como não mais o tenho. Ou como, talvez nunca tive. Porque o amor não é e não pode ser simples afeto. Não é hábito ou gentileza. O amor é loucura, é o coração que bate a duas mil, a luz que desce à noite no momento do pôr do sol, a vontade de se levantar de manhã, só para olhar nos olhos, e pensar: Eu tenho um companheiro. O amor é aquele grito que agora me chama e me faz compreender que é preciso mudar. Ele relembra momentos vividos juntos, as coisas que sempre ouvi, que sempre disse. Mas não sabemos falar. Não somos um o bem do outro. Uma lágrima desce cálida sobre o rosto, talvez essa pessoa ainda não saiba o que é amor. Mas certamente agora sabe o que não é.
Aquele final que falta e sempre faltou. Aquele final que talvez tenha chegado. É o momento de ir e dizer que foi bonito, que, mesmo se os atores saem de cena, o palco da vida permanece aberto e pronto para novos espetáculos. Mas o final desse chegou.
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A loucura pra mim é paixão, mas também é tão difícil distinguir o duradouro do efêmero, ainda mais quando o vive, quem pode garantir o qual será fugaz?
ResponderExcluirNinguém.. acho!
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