terça-feira, 3 de julho de 2012

A afinidade aparece como um algo intruso, ousado e bem-vindo. Minhas besteiras. Tuas gargalhadas de canto de boca. Meus olhares românticos. Teus carinhos. O som da Corinne. Suas brincadeiras. O cheiro de chamego. Confesso que acho engraçado e assustador, quando você fala de coisas pessoais e eu percebo que, no fundo, no fundo, você acaba falando de mim também em tuas frases.
Quando você diz que precisa ir embora, acontece algo entre o quero-que-você-peça-pra-eu-ficar-mais e talvez-eu-não-deva-gostar-tanto-de-você. Abaixo a cabeça e sofro por alguns segundos ao imaginar ficar sem sua presença. Enquanto tenta se esconder atrás dessa fortaleza, mostrando que este pensamento não passa por você. Mas eu admito, estou com aquele receio de me entregar para alguém com sorriso torto, barba e tristes histórias sobre relacionamentos mal acabados.. mulher é mesmo difícil.. mas faz sentido, sim? Muitas várias histórias mal acabadas! Por que seria diferente?
Você pede um café, um apelo, mais um cérebro e mais um coração. Eu digo algo entre estar cansada de controlar minhas vontades, e nem acho que as controlo mais.. e de me ver frágil perto de você, enquanto você parece lá no fundo tão forte. 
Então, eu proponho um novo encontro. Um filme. Um café. Uma volta. Uma tarde inteira ouvindo sua voz. Ou uma noite inteira ouvindo Blues. Qualquer coisa que me faça ver seus olhos castanhos novamente.
Você demorou a me pedir o açúcar e desde que sentamos aqui, te olhei querendo um abraço, um beijo, uma paixão.

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