Estou sedenta, faminta e em estado incontido de efervescente tesão. Saiba que minha invasão é certa e que não achará abrigo para amenizar o peso magnético do meu peito. Vou meter-me em tudo, sentir seu corpo suado, escorrer quente e cravar-me toda em sua retina, que logo, só refletirá meu rosto e automaticamente turvará tudo que resta. Tomarei um café amargo e, mesmo assim, em minha língua, só restará o seu gosto.
Pela primeira vez na vida, confundi o sal com o açúcar. Quebrei copos, pratos e cozinhas inteiras lembrando os sons que você fez perto do meu ouvido. Olhei para o espelho e me perguntei sorrindo o que você achará do meu novo corte de cabelo. Ansiarei por seus dedos entrelaçados entre meus fios.
Relembrarei arrepiada a sensação causada pela sua barba, que insistirá sempre em roçar na minha nuca. Quando estiver sozinha, levantarei meu vestido, para em minha coxa, rever a marca roxa da sua recente mordida. Seus caninos ainda estarão cravados em meu braço, fincados em minhas costas e escondidos nas minhas lembranças.
Terei sonhos baseados na sua respiração ofegante e nas madrugadas que me deixou jogada sobre a cama, sem forças, enlouquecendo por sentir tanto prazer e ao mesmo tempo, tanto amor.
Diluiu meus problemas em seu sêmen e em mim plantou momentos tão marcantes que passarei o resto da vida policiando-me para não voltar a me apaixonar por você.
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